O Brasil amanheceu hoje com novos representantes políticos eleitos pela vontade popular. A esses mandatários foi outorgada uma das mais importantes procurações de nossa democracia. Devem exercer com dignidade, ética e decoro um mandato eletivo em nome de seus eleitores. É preciso que trabalhem e atuem voltados para o bem estar da sociedade. Não podem esquecer nunca de que o poder a eles atribuído provém diretamente do cidadão. Assim está determinado no principal conjunto de leis do País. “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”, preconiza a Constituição Federal.

Passados 30 anos desde a sua promulgação, em 1988, a nossa Carta Magna foi muito bem elaborada ao garantir, em um único ordenamento jurídico, direitos fundamentais e o respeito à democracia. É ela, portanto, que deve ser o nosso instrumento de união, de fortalecimento e de consolidação. Os juristas estão certos ao afirmar que não existem soluções que não sejam constitucionais. Redigir uma nova Constituição, portanto, como de tempos em tempos é sugerido, não resolveria os nossos problemas. Desrespeitar a nossa lei maior ou agir fora dela, como já propuseram alguns, seria um erro crucial, um atentado à democracia.

Sabemos que a eleição não encerrará a enorme polarização e os extremismos vigentes no Brasil de hoje. Nossos próximos governantes precisarão trabalhar muito para superar a crise econômica e moral vigente, além de apaziguar a nação e colocar o País de volta nos trilhos do crescimento. Mas um caminho, pelo menos, nos foi dado. Ele se fundamenta nos valores de liberdade, igualdade e dignidade. A concretização desses direitos, em consonância com um estado democrático, deve ser sempre a nossa bússola. Acredito firmemente que esses são os princípios capazes de nos reunificar enquanto nação. Ao mesmo tempo em que são capazes de nos levar ao progresso, em um ambiente produtivo de livre concorrência e menor interferência governamental.