O Brasil está a sete dias do primeiro turno das eleições gerais. No próximo domingo, a população irá às urnas escolher os seus representantes políticos. Talvez esse seja um dos pleitos mais importantes da nossa história recente. Poucas vezes a nação chegou tão dividida e, ao mesmo tempo, tão insatisfeita e indecisa em uma eleição. É importante ressaltar, contudo, que esses sentimentos não podem servir para desestimular os brasileiros ou para ampliar ainda mais o clima de violência e polarização. Exercer o direito ao voto faz parte de um dos nossos pilares e, independentemente do candidato eleito, o País precisa sair desse processo mais forte do que entrou.

Respeitar as instituições, a liberdade de expressão, a cidadania e as garantias constitucionais devem continuar sendo os princípios fundamentais da República. A população brasileira lutou muito pelos seus direitos, justamente por entender que não existe caminho fora da democracia. Ao longo de décadas, elegemos presidentes e também os afastamos em situações de crises administrativas e políticas. Ainda que os processos de impeachment tenham ocorrido conforme as regras previstas na Constituição e todos os ritos legais tenham sido respeitados, é inegável que situações como essas provocam traumas e geram instabilidade.

Escolher um bom projeto de governo para o Brasil, além de um bom candidato, é o caminho para que possamos evitar os erros do passado e não sejamos obrigados a utilizar remédios amargos que custam caro para a nossa sociedade. Não podemos esquecer de que após as eleições a vida continua e o País precisa vencer uma crise econômica, bem como realizar reformas estruturais. Nada disso será possível em um ambiente de divisão profunda. Da mesma forma, não voltaremos a crescer apenas com promessas ou palavras de ordem. Será necessário muito trabalho, equilíbrio e bom senso. Tudo começa agora com o respeito à democracia e ao voto popular.